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SÁBADO LETIVO CEAT:PROJETO TRILHAS NA CARNEIRA FÁTIMA BA.

O sábado letivo do CEAT PARA A TURMA DO FUNDAMENTAL II

 

O CENTRO EDUCACIONAL PROF. ANÍSIO TEIXEIRA-CEAT, REALIZOU NO ÚLTIMO SÁBADO, DIA 08 DE MARÇO DE 2017, O PROJETO “TRILHA”, CUJO OBJETIVO É O DE POSSIBILITAR O LABORATÓRIO DE PESQUISA DE CAMPO, QUE CONSISTE NA Realização de uma pesquisa de campo nas pedreiras da fazenda Carneira, na fronteira do município com Cícero Dantas.

CONFIRA AS FOTOS:

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A PAISAGEM, DA CROSTA AO CUME

Formação geológica e relevo podem (e devem!) ser ensinados de forma integrada

O choque de placas
ne-282-gegrafia-formacao-geologica-relevo-1A. Há cerca de 60 milhões de anos, as placas tectônicas de Nazca e Sul-americana se chocaram, provocando dobras na crosta terrestre.
B. O choque fez com que a placa de Nazca entrasse embaixo da Sul-americana, em um movimento que continua até hoje.
C. O terreno dobrou porque era composto de rochas sedimentares, maleáveis. É provável que elas fossem do fundo de um oceano.
D. O dobramento ajudou a “afundar” a superfície do interior continental, impactando o relevo dos pampas, do Pantanal e da Amazônia.

O ciclo das rochas
1. O resfriamento da lava vulcânica na superfície origina rochas ígneas.
2. A ação do vento e das chuvas sobre as rochas provoca erosão e o transporte de sedimentos até o mar.
3. Depositados no fundo do oceano, esses sedimentos se transformam em rochas sedimentares.
4. Conforme afundam na crosta oceânica, essas rochas tornam-se metamórficas. Ao mergulharem no manto, fundem-se e voltam à superfície como lava.

A origem do relevo é um conteúdo clássico do 6º ano que costuma ser ensinado de forma fragmentada. Fala-se em cadeias de montanhas, planaltos, depressões e planícies. Aborda-se a ação dos agentes internos (como o vulcanismo) ou externos (como ventos e chuva) que ajudam a esculpir as formas visíveis. Apontam-se, é verdade, algumas ligações entre a formação geológica e a parte da paisagem que enxergamos. Mas raramente o processo é visto como um ciclo (como mostra o infográfico acima). Relacionando conceitos de geologia e geografia física, o professor pode ajudar a turma a estabelecer essa relação. Bruno Leardine trabalhou esses temas com a turma de 6º ano do Colégio Santana, em Vinhedo, a 77 quilômetros de São Paulo. “Meu objetivo era que os alunos entendessem a Terra como um sistema em constante mutação e compreendessem que os movimentos internos interferem no relevo”, conta. Tudo começou com um desafio tipicamente geológico proposto pelo docente: “O que você acha que tem no centro da Terra?”. Nessa hora, um aluno dava uma resposta mais criativa que o outro: “Ali vivem ETs” ou “Podemos ir até lá em um carro supersônico”. “Assim, eu pude mapear o imaginário da sala”, diz o professor. Em vez de descartar essas ideias, Leardine propôs que os estudantes analisassem a viabilidade científica das propostas nas aulas seguintes, questionando cada uma delas: “É possível encontrar vida no interior do planeta?”, “Por quais camadas esse carro supersônico teria de passar?”. Os alunos foram convidados a coletar dados na internet e responder às perguntas. Depois, um analisou o texto do outro. “Isso os ajudou a comparar fontes bibliográficas e conhecer outros pontos de vista sobre um mesmo problema”, afirma. Foi nessa pesquisa que a turma teve o primeiro contato com os conceitos de camadas terrestres e placas tectônicas. Para detalhá-los, o professor organizou, no laboratório, um experimento sobre as correntes de convecção do interior da Terra. Um recipiente com água quente e corante foi mergulhado em outro com água fria. Curiosos, os estudantes observaram o líquido quente subir por causa da temperatura. É a simulação de uma erupção vulcânica. Na natureza, a lava se resfria e vira rocha de montanha.

A explicação completa não para por aí. O grande avanço é explorar o ciclo das rochas. “É importante entender como as rochas estão na paisagem e sustentam o relevo, além de dar origem aos solos”, explica Sueli Furlan, professora de Geografia da Universidade de São Paulo (USP). Elas, por sua vez, estão sujeitas à ação climática, que provoca erosão. Depositadas no fundo do mar, mergulham no manto e podem voltar à superfície, novamente, na forma de lava. E daí resfriar, virar rocha, sofrer erosão… Essa interação não ocorre da mesma maneira em todas as partes do globo. Por isso, é interessante explorar outros casos para favorecer a comparação. Foi a opção de Leardine. De volta à sala de aula, os alunos recortaram os continentes de um mapa-múndi impresso em uma folha sulfite como um quebra-cabeças e pesquisaram a Teoria da Deriva Continental. Leardine chamou a atenção para a semelhança entre os solos do Brasil e da África, explicando que ambos derivam de rochas cristalinas que formavam um único continente pré-histórico, chamando Gondwana. Com as novas informações, a turma entendeu que o processo de formação de relevo que eles haviam simulado em laboratório era muito mais intenso nas regiões próximas às bordas de placas tectônicas. No meio delas, entretanto, o fenômeno era distinto (veja o infográfico abaixo). Comparando fotos de paisagens, a garotada aprofundou a análise de como os tipos de relevo se manifestam ao redor do mundo. No final da sequência, a avaliação veio na forma de um desafio. Escolhendo um tema como eixo – centro da Terra, Cordilheira dos Andes (dobramento moderno) ou Chapada Diamantina (dobramento antigo) -, cada grupo deveria explicar as relações entre os movimentos internos do globo e as transformações que elas geram na superfície. A turma entendeu que a paisagem é dinâmica e que as forças que a moldam podem não estar aparentes. E que vulcanismo, relevo, rocha e solo só estão separados nos capítulos dos livros de Geografia.

Áreas consolidadas, como a Serra do Mar, sofrem mais com a erosão

ne-282-gegrafia-formacao-geologica-relevo-21. Entre 570 e 510 milhões de anos atrás, a separação das placas tectônicas dividiu o continente Gondwana em duas placas: Sul-americana e Africana.
2. Na placa Sul-americana, as rochas eram rígidas e não se dobraram como nos Andes. Em vez disso, racharam. Surgiram escarpas, como a Serra do Mar.
3. Por estar no meio da placa, essa região tem pouca atividade tectônica. Em vez de crescer, a Serra do Mar se desgasta, com a erosão provocada pelo clima.

Diferentes tipos de solo

Expostas ao clima e à vegetação, as rochas se decompõem e formam os solos.
A Serra do Mar é um terreno antigo, com sedimentos abundantes em uma região de clima úmido, o que dá origem a uma rica vegetação e a um solo espesso.
Já a Cordilheira dos Andes quase não tem solo, é coberta predominantemente por rochas e areia.

O QUE SÃO TERREMOTOS E COMO SE MEDE SUA INTENSIDADE?

Terremotos ou sismos são vibrações na crosta terrestre provocadas pela movimentação de placas tectônicas terremotopresentes na litosfera, logo abaixo da superfície da Terra. Essas placas deslizam lenta e constantemente sobre uma camada de magma chamada astenosfera.Os movimentos delas são também responsáveis pela deriva dos continentes e pela formação de montanhas e vulcões. O atrito entre as placas gera uma energia em potencial que, quando liberada, provocam vibrações que se propagam pela crosta, causando os abalos sísmicos.Há duas formas de medir a força dos tremores: pela sua magnitude e pela sua intensidade. “A primeira está associada com a energia liberada pelo terremoto, enquanto a segunda é o efeito causado por ele na superfície da Terra”, explica Célia Fernandes, geofísica e técnica em sismologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). “Para medir a energia liberada pelo sismo, utilizamos a escala Richter, e para avaliar seus efeitos, utilizamos a escala Mercalli-Modificada”, complementa.A escala Richter foi desenvolvida em 1935 na Califórnia, Estados Unidos. Ela é calculada a partir dos sismogramas (registros dos sismos) produzidos pelos sismógrafos, aparelhos que possuem sensores de vibração que monitoram a movimentação da superfície onde estão localizados. Cada unidade de magnitude representa uma energia liberada dez vezes maior que o grau anterior, ou seja, um terremoto de 4 graus na escala Richter libera uma energia dez vezes maior que um terremoto de 3 graus. Não há limites nessa escala. “Ela é aberta, isto é, vai desde menos infinito até mais infinito”, afirma Célia. “O terremoto de maior magnitude já registrado foi no Chile, em maio de 1960. Sua magnitude foi de 9,6”. Abaixo de 2 graus, os tremores são praticamente imperceptíveis.Já a escala Mercalli, que mede a intensidade dos terremotos, foi proposta pelo vulcanólogo italiano Giuseppe Mercalli em 1902, e alterada em 1931, quando passou a ser chamada de Mercalli-Modificada. “Ela possui 12 graus indicados por algarismos romanos de I a XII. A intensidade não é calculada, apenas se observam os efeitos que o sismo causou na superfície, ou seja, é uma medida qualitativa dele”, explica a especialista, que mostra como a escala funciona no quadro abaixo:

ESCALA DE INTENSIDADE MERCALLI-MODIFICADA (ABREVIADA)

I. Não sentido.
II. Sentido por pessoas em repouso eu em andares superiores.
III. Vibração leve. Objetos pendurados balançam um pouco.
IV. Vibração como a causada pela passagem de caminhões pesados. Chacoalhar de janelas e louças. Carros parados balançam.
V. Sentido fora de casa. Acorda as pessoas. Objetos pequenos tombam e quadros nas paredes se movem.
VI. Sentido por todos. Deslocamento de mobília. Louças e vidros se quebram. Queda de objetos. Rachadura no reboco de casas
VII. Percebido por motoristas dirigindo. Dificuldade em manter-se em pé. Sinos tocam em igrejas, capelas etc. Danos, como quebra de chaminés, ornamentos arquitetônicos e mobília; queda de reboco; rachaduras em paredes, algumas casas podem até desabar.
VIII. Motoristas de automóveis sentem o tremor. Galhos e troncos se quebram. Rachaduras em solo molhado. Destruição de torres de água elevadas, monumentos, casas de adobes. Danos severos a moderados em estruturas de tijolo, casas de madeira (quando não estão firmes com fundação), obras de irrigação e diques.
IX. Solo rachado, como “crateras de areia”. Desabamentos. Destruição de alvenaria de tijolo não armado. Danos severos a moderados em estruturas inadequadas de concreto armado e tubulações subterrâneas
X. Desabamentos e solo rachado. Destruição de pontes, túneis e algumas estruturas de concreto armado. Danos severos a moderados de alvenarias, barragens e estradas de ferro
XI. Distúrbios permanentes no solo
XII. Danos quase totais

Apesar de existirem formas de medir a força dos terremotos, eles ainda não podem ser previstos pelos cientistas. “Esse é um dos grandes objetivos da sismologia”, afirma Célia Fernandes. Atualmente a região que possui a maior quantidade de sismos é a que circunda o Oceano Pacífico, desde o sul do Chile até a Nova Zelândia, passando por vários países da América do Sul, Central e do Norte, além do Japão.

CEAT: 18ª OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA 2015!

Alunos do Ceat fizeram a prova da OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ASTRONOMIA E ASTRONÁUTICA nesta sexta feira dia 15 de maio.

A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) é um evento nacional realizado nas escolas brasileiras previamente cadastradas desde 1998 pela Sociedade Aastronômica Brasileira (SAB). A partir de 2005 a Agencia espacial Brasileira (AEB) passou também a participar da organização, a olimpíada se tornou Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. E atualmente a Furnas também delega a comissão organizadora. A OBA é um evento aberto à participação de escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, para alunos do primeiro ano do ensino fundamental até aos do último ano do ensino médio. A OBA ocorre totalmente dentro da própria escola, tem uma única fase e é realizada dentro de um só ano letivo. A participação dos alunos é voluntária e não há obrigatoriedade de número mínimo ou máximo de alunos, ou seja, o número de alunos participantes não é determinado.

A OBA tem como objetivo principal difundir o conhecimento astronômico pela sociedade brasileira, fomentar o interesse dos jovens pela Astronomia e pela Astronáutica e ciências afins. A prova da OBA é realizada anualmente, no mês de maio, em todos os estabelecimentos brasileiros de ensino cadastrados. Ela consiste em um número variável de questões, dependendo do nível dos participantes. Nos últimos anos, uma das questões de astronomia tem envolvido uma atividade prática/observacional a ser desenvolvida previamente pelas escolas e a prova sendo constituída de 10 questões: 5 de Astronomia, 3 de Astronáutica e 2 de energia.

  • Nível 1 – 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental;
  • Nível 2 – 4º e 5º ano do Ensino Fundamental;
  • Nível 3 – 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental;
  • Nível 4 – 1ª ao 3ª série do Ensino Médio.

PASSEIOS VIRTUAIS EM LUGARES HISTÓRICOS

Que tal apresentar a arte renascentista conduzindo o olhar dos alunos pelas as paredes da Capela Sistina? E por que não contar a história da França do alto da Torre Eiffel? Com o auxílio da tecnologia, isso já é totalmente possível.Museus, instituições e empresas já disponibilizam na internet dezenas de visitas virtuais a lugares de grande importância histórica. O formato é similar ao do Google Street View.Por isso, o blog separou sugestões de passeios virtuais para fazer com sua turma. E você só precisa de um computador conectado à internet e um projetor, ou então levar a turma para a sala de informática, permitindo que os próprios alunos façam a navegação. Confira a lista:

Torre Eiffel, França;Um dos mais importantes cartões-postais de Paris oferece, em seu site oficial, um tour virtual em 360 graus, com ancoragens na torre e nos arredores. É possível “subir” na estrutura de ferro, inaugurada em 1899, para ter uma vista panorâmica de toda a capital francesa e de seus edifícios históricos, como o Palácio de Versalhes e o Arco do Triunfo.Para conhecer, clique no link: http://www.toureiffel.paris/360-panorama-paris/index-en.html

Pirâmides de Gizé, Egito; A grande necrópole do Antigo Egito, que fica na atual cidade do Cairo, pode ser visitada pelo Google Maps! O serviço tem uma página especial com informações que orientam o tour virtual e imagens que complementam a experiência.Para acessar, abra o link: http://www.google.com/maps/about/behind-the-scenes/streetview/treks/pyramids-of-giza/

Petra, Jordânia

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PONTOS BRILHANTES, MISTERIOSOS NA SUPERFÍCIE DO PLANETA – ANÃO PODEM SER GELO, DIZ NASA

A Nasa encontrou, por meio de imagens feitas pela sonda espacial Dawn, diversos pontos brilhantes na superfície xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic.xEMlL8qtGldo planeta-anão Ceres, um fenômeno conhecido como “alien lights” (em tradução livre, luzes alienígenas). Segundo informações do tablóide britânico The Mirror, a série de imagens foi feitas a apenas 7.680 quilômetros de Ceres, o mais próximo que uma espaçonave chegou deste corpo celeste. Intrigados com os “misteriosos pontos brilhantes”, os cientistas da missão Dawn tem usado as novas fotografias para seguir com a teoria de que as áreas brilhantes seriam pedaços de gelo. “Os cientistas da Dawn podem concluir agora que o intenso brilho desses pontos são indícios dos reflexos da luz do sol em um material altamente refletor em sua superfície, possivelmente gelo”, explicou o coordenador da pesquisa na missão, Christopher Russell, da Universidade de Califórnia, em Los Angeles (EUA). A sonda espacial acaba de finalizar sua primeira volta em torno de Ceres, após passar 15 dias coletando dados para produzir um mapa do planeta-anão. Por volta do dia 6 de junho, a nave deve se aproximar ainda mais de Ceres, a cerca de 4.320 quilômetros de sua superfície, um passo para descobrir se ele possui atividade vulcânica.

PROFESSOR DA ESCOLA SANTA CECÍLIA REALIZOU UMA EXPOSIÇÃO DE MAQUETES

Os alunos do 6º e 7 º ano A da Escola Municipal Santa Cecilia, povoado Serra Velha em Fátima na Bahia juntamente com o professor Jotha Almeida ( Geografia e Educação Religiosa) promoveram mais uma exposição na ultima segunda feira, (07/05) o evento teve por objetivo contextualizar e apresentar, através de maquetes, temas e conteúdos relacionados à Geografia bem como Educação Religiosa; desenvolver a oralidade do corpo discente através da apresentação de seus trabalhos; refletir acerca da importância do uso da maquete em sala de aula; estimular a criatividade e aguçar o saber geográfico e da religiosidade, origem histórica, arquitetura, fatores conjunturais e estruturais dos povoados que compõem o núcleo da Escola Santa Cecilia, .

O QUE FAZER QUANDO SEU FILHO NÃO GOSTA DE UMA MATÉRIA

Quando a criança vai mal em uma matéria, pais e escolas devem se reunir para analisar os motivos e encontrar soluções. É possível fazer com que seu filho passe a gostar de determinadas matérias. Atividades lúdicas e exemplo dos pais aproximam os pequenos dos conteúdos. Seu filho torce o nariz para Matemática? Diz que não vê nenhuma graça em História? Não suporta Ciências? Quando a criança mostra dificuldades ou resistências com uma ou mais matérias, prejudicando o seu rendimento escolar, a primeira ideia que pode passar pela cabeça dos pais é que é necessário procurar ajuda de um professor particular ou do reforço escolar. Porém, antes de recorrer a essa solução, primeiro é necessário investigar os motivos da dificuldade do aluno.

A raiz do problema pode estar nas mais diversas causas, desde a dificuldade de compreensão do conteúdo, passando por falta de disciplina para estudar e até mesmo por problemas de relacionamento com o professor. “Pais e escola devem ter sempre o olhar atento para perceber quando o aluno apresenta problema com uma matéria. Quando isso acontece, é necessário que ambas as partes se reúnam para analisar causas e possíveis soluções”, afirma Valéria Galego, orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento. Ela acrescenta que não se pode deixar de ter uma boa conversa com a criança, para entender seus motivos. Esse diálogo não será o momento de cobrar da criança bons resultados, mas sim de procurar oferecer ajuda para superar o problema. “O papel do professor também é muito importante e por vezes é necessário dedicar uma atenção individual maior ao aluno quando ele apresenta baixo rendimento”, explica Valéria.

Além disso, há a questão das aptidões: desde cedo dá para notar as preferências e a vocação das crianças para determinadas disciplinas. “Ter preferências é normal em qualquer dimensão nossa vida: temos uma cor preferida, um livro, um amigo. E isso é comum nos estudos também, onde os alunos mostram suas preferências e habilidades em determinadas áreas. Mas cabe aos adultos aproximá-los de todas as áreas para que eles tenham um amplo repertório de conhecimentos. Muitas vezes o estímulo pode até fazer com que eles passem a gostar da área que diziam não gostar”, afirma.Seja qual for o motivo de o seu filho não gostar de uma matéria, o importante é mostrar para a criança que ela está em uma fase em que precisa se desenvolver em todas as áreas para que tenha uma base sólida de conhecimentos. Segundo Valéria Galego, despertar o interesse das crianças por cada uma das disciplinas ensinadas na escola pode ser mais simples do que se pensa. “Há muita coisa em nosso cotidiano que pode aproximar as crianças dos estudos. Nem precisamos sair de casa para encontrar pistas de biologia, da física, da matemática. O que precisamos é mudar o foco do olhar”, diz Valéria. Uma simples chuva que cai pode ser um objeto de estudo de ciências. “Da mesma forma, ao montar a mesa para o jantar podemos falar sobre as influências da cultura no modo como nos alimentamos ou podemos entrar nas questões matemáticas do tempo e das quantidades utilizadas para o preparo”, explica ela.Há também uma série de atividades que podem despertar o gosto por disciplinas diversas, conforme ressalta Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix: “Os pais também podem levar os filhos a museus, a teatros, ao cinema, para que garantam uma maior percepção da realidade e do mundo. Também podem ler livros, ouvir música. Com essas atividades a criança vai despertar sua criatividade e vivência em várias áreas de estudo”.

Para romper as resistências que os filhos possam ter com uma matéria, outro ponto crucial é que os pais não deem o mau exemplo. “Quase sempre escuto pais dizendo ‘meu filho não gosta de Matemática, eu não gostava, minha esposa muito menos’. Quando os pais mudam o discurso, tudo fica mais simples e claro para os filhos”, diz Valéria Galego. Segundo ela, é preciso direcionar o olhar das crianças para o que está acontecendo a sua volta. “Dessa forma elas vão descobrir que além dos muros da escola também se aprende”, afirma a orientadora.

1. O que fazer quando seu filho não gosta de Matemática

Para gostar de qualquer disciplina, inclusive da Matemática, considerada assustadora para muita gente, é preciso entender a sua utilidade e a sua lógica. Quando uma matéria é imposta como algo que demanda apenas decorar um sem número de fórmulas e cálculos sem sentido, não é possível aprender com prazer. Segundo Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix, em São Paulo, os pais podem estimular a criança a gostar da Matemática, fazendo-a perceber onde ela está presente em seu dia a dia em atividades bem simples. Podem, por exemplo, ensinar os conceitos de fração ao pedir que o filho corte 1/4 do pedaço do bolo ou ajudem a conferir se o caixa da loja entregou o troco correto. “Eles também podem fazer com que os filhos participem do orçamento familiar. Por exemplo, podem mostrar aos filhos quanto se gasta no mercado ou com atividades de lazer. Ao dar a mesada ao filho, podem falar que ele poderia guardar 10% e ajudar a criança a fazer o cálculo”, diz ela.

2. O que fazer quando seu filho não gosta de Língua Portuguesa

Uma arma muito importante para gostar da Língua Portuguesa é a leitura, conforme pontua afirma Valéria Galego, orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento. “A leitura aproxima todos nós da língua de forma prazerosa. Se seu filho resiste a ler, leia para ele. Deixe que a leitura faça parte da sua rotina diária. Ou ainda, escolha um dia e um horário para que todos em sua casa parem o que estão fazendo para ler, assim como param para assistir um programa de TV”, orienta ela. Mas atenção: leitura não deve ser imposição, deve ser um prazer. Como diz a escritora Adélia Prado, “livros devem ser oferecidos como uma caixa de bombons”. Por isso, deixe que ele escolha seus “sabores preferidos”. Um passeio à livraria ou à biblioteca de sua cidade pode abrir a ele um leque de oportunidades de leitura. Já para estimular a escrever bem, que tal ajudar seu filho a montar um blog na internet? Ele pode escolher o assunto que quiser e exercitar escrever textos e fazer argumentações sobre o tema eleito.

3. O que fazer quando seu filho não gosta de Idiomas estrangeiros

Saber se comunicar em um idioma estrangeiro como inglês ou espanhol é muito importante não só para o futuro profissional como também em atividades do dia a dia das crianças. “Os pais podem ajudar o filho a perceber a utilidade e o prazer de aprender um idioma estrangeiro mostrando as situações em que ele se depara com esses idiomas”, afirma Eugênia Castro, coordenadora pedagógica no colégio Madre Alix. Mostre para seus filhos cartazes, propagandas, rótulos de produtos com palavras ou expressões em inglês ou espanhol. Pesquise com ele na internet em quantos países no mundo se fala inglês ou espanhol e a influência desses idiomas em nossas vidas. Você também pode fazer atividades divertidas para exercitar o estudo dos idiomas, como assistir a filmes e ouvir músicas. Escolha um artista ou banda que seu filho goste, pesquise com ele a letra da música. Cante junto para exercitar a pronúncia e procure fazer a tradução para entender a letra. Ele gosta de vídeo games e jogos de computador? Eis outra grande oportunidade para que ele exerça o domínio do idioma inglês, já que muitos desses passatempos demandam conhecer expressões estrangeiras.

4. O que fazer quando seu filho não gosta de História

Para estimular o gosto pela História, a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego sugere que os pais comecem por analisar junto com o filho sua própria história e a de sua família. “Mostre fotos antigas, conte histórias da família, mostra a importância de objetos que pertenceram a seus antepassados. Comece a resgatar a história que está próxima de seu filho. Deixe que ele conheça episódios da infância dos pais ou dos avós”, orienta ela. Depois disso, vocês podem explorar juntos a História que está além da sua casa e da sua família. Isso pode ser feito fazendo visitas a lugares históricos da cidade onde você mora. Também vale programar visitas a museus e assistir filmes baseados em histórias reais.

5. O que fazer quando seu filho não gosta de Geografia

O estudo e a importância da Geografia vão muito além de decorar nomes de países e suas capitais. A geografia está presente quando percebemos as diferenças de vegetação em diferentes paisagens, como na cidade ou na praia. Está quando observamos as características diferentes entre as áreas mais ricas e mais pobres de uma cidade. Quando a família vai viajar, por exemplo, os pais podem mostrar ao filho um mapa do local, indicar a ele a localização da cidade em relação a sua casa, sua posição dentro do país. “Podem também refletir juntos sobre a economia local, como vivem os habitantes, qual o tipo de relevo, etc”, diz a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego.

6. O que fazer quando seu filho não gosta de Ciências

Assim como as demais disciplinas, as Ciências também englobam uma série de conhecimentos essenciais para nosso dia a dia. É por meio do estudo dela que podemos entender como e porque a chuva cai. Da mesma forma, se não estudássemos Ciências não poderíamos entender a maneira correta de nos alimentar ou a importância de proteger e preservar o meio ambiente.
Para estimular o filho no estudo de Ciências os pais devem aguçar a curiosidade que já é natural entre as crianças sobre os fenômenos que acontecem a sua volta. “Por que às vezes chove granizo?”, “Para onde vai o Sol depois que ele se põe”?, “Por que alguns animais nascem de ovos e outros da barriga da mãe?”. “O estudo das Ciências é muito envolvente e vai bem além das lições de casa”, diz a orientadora educacional do Colégio Hugo Sarmento, Valéria Galego. http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/filho-nao-gosta-materia-783066.shtmlutm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar